terça-feira, 19 de julho de 2011

Medicamentos e remédios naturais são inofensivos?

Descubra alguns mitos e verdades sobre os remédios e medicamentos naturais. Eles não são inofensivos como muita gente pensa. Não é porque o produto é natural que não vai fazer mal nenhum.

Remédios Naturais: ser natural não significa ser inofensivo
by Telma M.
O que é remédio ou medicamento natural? Será que medicamentos naturais são perigosos para a saúde? Remédio natural faz mal? Pode-se consumir os chamados medicamentos naturais indiscriminadamente?
De início, é interessante reler o artigo “Qual a diferença entre remédio e medicamento” para relembrar que “Todo medicamento é remédio, mas nem todo remédio é medicamento”.

Quando falamos de produtos naturais, podemos estar falando de medicamentos, mas grande parte das vezes estamos nos referindo a remédios, que ainda não se tornaram medicamentos.
Podemos definir natural como tudo aquilo que existe na natureza por si só, ou seja, não foi inventado pelo homem, não foi sintetizado em laboratórios.

Muita gente entra na farmácia em busca de produtos naturais porque a vizinha ou um amigo ou mesmo um parente disse que tomou e fez bem.
Se fez bem para fulano deve ser bom para mim também! Mas se não fizer bem, mal também não faz, afinal é natural!
É verdadeira essa afirmação?

Espere aí! Se não fizer bem, mal também não faz? Quer dizer que os medicamentos naturais são inócuos? Então prá quê tomá-los?
Vamos discutir um pouco sobre isso?

Existe uma crença popular que diz “se o medicamento é natural não faz mal”, mas esse é um mito perigoso que pode levar a diversos problemas de saúde. Intoxicações e irritações graves são alguns exemplos.

Os produtos naturais agem devido às substâncias químicas que possuem em sua composição e essas podem fazer mal sim, principalmente se forem uma mistura de várias plantas. Se não houver estudos suficientes comprovando a eficácia da mistura, o mais acertado é não arriscar, há muito charlatanismo por aí. O resultado pode ser desastroso e imprevisível.

Muitas vezes, por conta dessa crença de que remédio ou medicamento natural não faz mal, acabamos por ser vítimas e caímos em verdadeiros “contos do vigário”. Com promessas de cura de um mal, acabam provocando outros até mais graves.

É de suma importância termos a consciência de que “natural” não significa “inofensivo”. Várias plantas corriqueiras existentes em nossos parques e jardins são, muitas vezes, letais. Existem toxinas muito potentes que são de origem natural. Mesmo as plantas e os produtos delas derivados devem ser utilizados com moderação e supervisão especializada.

Outro motivo para ter cuidado com produtos naturais ou plantas milagrosas é que muitas dessas plantas que a princípio eram consideradas milagrosas, depois descobriu-se sua toxicidade.

É o caso do Confrei (Symphitum officinal), que pode causar problemas neurológicos, irritações gástricas e intoxicações do fígado, entre outras coisas, embora tenha lá suas qualidades.

Para não ficar num exemplo só, vamos falar do Hypérico.(Erva de São João - Hypérico perforatum). Esse provoca manchas na pele se a pessoa tomar sol durante seu uso. Isso mesmo, Hypérico pode causar foto-sensibilização da pele, além de interferir nos efeitos de contraceptivos.

Para finalizar, é sempre bom lembrar dos perigos de guardar plantas medicinais por longos períodos. Mesmo na geladeira elas perdem suas propriedades.
Depois que as plantas são colhidas, elas começam a sofrer um processo de destruição por enzimas, alterando sua composição.

Portanto o conselho é simples: Cuidado ao usar produtos naturais. Não é porque é natural que não vai fazer nenhum mal, ao contrário, pode sim fazer mal.

Informe-se com um médico ou farmacêutico antes de tomar medicamentos, mesmo os naturais. Lembre-se que eles têm componentes químicos que poderão provocar efeitos indesejados, ou por suas próprias características ou por interagirem com outros medicamentos em uso.
Bibliografia: Cartilha “O que devemos saber sobre medicamentos”. Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA – www.anvisa.gov.br

Disque ANVISA: 0800 642 9782
Disque Intoxicação: 0800 722 6001

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