sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Herpes-zoster ou cobreiro. Uma virose que dói muito.

Herpes-zoster lomboabdominal, esse na região lombar, conhecido popularmente como cobreiro
by Roberto M.
O que é herpes-zoster? O que é cobreiro?
O herpes-zoster é uma virose que aparece ao longo do trajeto de alguns nervos.
Conhecido popularmente como “cobreiro”, é um processo inflamatório da raiz posterior de um dos nervos espinhais.
Caracteriza-se por dores muito fortes e erupções cutâneas em forma de pequenas bolhas ao longo do trajeto do nervo.

A dor pode ser muito intensa e durar de algumas a muitas semanas. Vários dias depois do inicio da dor, surge uma erupção ao longo do trajeto do nervo. A erupção demora de duas a quatro semanas, mas a dor pode durar várias semanas ou meses.

Acredita-se hoje que o herpes-zoster seja causado pelo vírus da varicela (também conhecida no Brasil como catapora), que provocaria a infecção típica em crianças e a erupção característica do “cobreiro” nos adultos.

Via de regra esse vírus permanece dormente no organismo, controlado que está pelo sistema imunológico, mas quando, por algum motivo, o mecanismo de defesa encontra-se debilitado, acontece a deflagração da doença.

O vírus se localiza na pele e nos gânglios nervosos, onde se multiplicam. À medida que prolifera, o vírus migra pelas terminações nervosas, o que dá às lesões a disposição serpenteante característica.

As diferentes áreas em que ocorrem as lesões dão nomes correspondentes às diversas formas: o zoster torácico (que perfaz um trajeto intercostal), o oftálmico (correspondente ao ramo oftálmico do nervo trigêmeo), o occipitocervical (região da nuca), o lomboabdominal (região lombar e abdominal) e o genitocrural (abrange a região genital e da raiz da coxa).

Sintomas

O aparecimento das lesões é geralmente precedido por dor e sensações de queimação, formigamento ou adormecimento. Manifestam-se anormalidades como febre discreta, aumento do tamanho dos gânglios linfáticos, indisposição e irritabilidade. Muitas vezes, porém, as lesões aparecem sem a ocorrência de outros sintomas.

Em geral, as lesões apresentam-se como manchas isoladas, mas podem juntar-se numa listra característica. Depois de 24 horas (ou um pouco mais), começam a aparecer sobre as manchas pequenas vesículas arredondadas, que poderão transformar-se em bolhas.
Quatro ou cinco dias depois, essas vesículas começam a romper-se e secar.

Existem casos raros em que as vesículas contêm sangue (herpes-zoster hemorrágico). Igualmente raros são os casos em que as ulcerações se tornam profundas e de difícil cicatrização (herpes-zoster gangrenoso). A forma que atinge o ramo oftálmico do nervo trigêmeo pode levar a sérias afecções oculares (pode até provocar cegueira).

Tratamento

De um modo geral, não há tratamento específico. São usadas drogas para atenuar a dor. Analgésicos aliviam a sensação de queimação. Antivirais são usados para diminuir a gravidade e o progresso da doença, além de reduzir a probabilidade de neuralgia após o término da doença.

A prevenção contra infecções é muito importante, o paciente deve cortar as unhas e usar luvas ao dormir, para não coçar-se inconscientemente durante o sono. O médico poderá recomendar o uso de soluções anti-sépticas nas lesões e mesmo pomadas ou soluções de antibióticos, principalmente nas formas hemorrágicas e gangrenosas. A função desses medicamentos não é a de eliminar o vírus, mas apenas a de prevenir infecções secundárias.

A procura de atendimento médico deve ser imediata. As prescrições do médico diminuirão em muito a possibilidade de neuralgia pós-herpética, além de atenuarem os sintomas durante o processo da doença, que na maioria das vezes desaparece espontaneamente.
Nunca tomar remédios por conta própria, a automedicação pode ser perigosa.

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Um comentário:

  1. ótima informação, gostei muito do texto bem escrito...compartilhei com twitter e facebook...

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