quinta-feira, 27 de outubro de 2011

HPV – Papiloma vírus humano. DST não muito agressiva, mas muito comum.

HPV - Papiloma Virus Humano
by Telma M.
O que significa a sigla HPV? Como se pega HPV? Quais os sintomas de quem pega HPV? Como prevenir o contágio? É perigoso ser contaminado pelo HPV?
HPV é o acrônimo de Human Papilloma Viruses, um grupo de vírus não muito agressivo, mas altamente contagioso.
A maioria dos jovens não dá muita atenção para o HPV.

Embora seja uma das DST (Doença Sexualmente Transmissível) mais comuns e contagiosas disseminadas na humanidade, seus sintomas são discretos e quase imperceptíveis.

Contágio

Conhecida popularmente como “crista de galo”, ”figueira”, “cavalo de crista” “Jacaré de Crista”, “Verruga genital”, é uma doença transmissível pelo contato direto com a pele ou através de “fômites” (objetos contaminados por pessoas contaminadas pelo vírus, como toalhas, roupas íntimas, instrumentos ginecológicos, vibradores, etc.).

O contágio pode ocorrer, também, por contato íntimo, mesmo sem penetração vaginal, anal ou oral.
Outra forma de contaminação é durante o parto, quando o bebê pode ser contaminado pela mãe.

O HPV não tem preferência por raça, sexo, idade ou localização geográfica.
Já foi encontrado no líquido amniótico (envolve o feto na vida uterina), nas regiões genitais, olhos, boca, faringe, vias respiratórias, ânus, reto e uretra.

Após o contágio, o vírus pode permanecer latente durante semanas ou até anos antes que apareçam as lesões; por isso, nem sempre a pessoa contaminada sabe que está contaminada, mas ainda assim poderá transmitir o vírus.

Sintomas

É um vírus da família Papillomaviridae, ataca células epiteliais e tem capacidade de provocar lesões da pele ou mucosas, causando verrugas comuns ou genitais, chamadas também de condiloma acuminado.

Essas verrugas têm o aspecto de couve-flor. Os locais mais comuns onde aparecem essas lesões (nem sempre aparentes) são a glande, o prepúcio, o meato uretral (no homem); a vulva, o períneo, a vagina, o colo do útero (na mulher). Além desses lugares podem aparecer no ânus e reto, não necessariamente relacionado com o coito anal. Essas verrugas podem aparecer, também, nas mãos e pés e podem regredir espontaneamente.

É difícil evitar o contato com o vírus, a maioria das pessoas sexualmente ativas está exposta a ele, felizmente há várias maneiras de controlar a infecção e suas conseqüências.
É possível que 10 a 20% da população feminina esteja infectava por algum tipo de HPV, mas estar contaminado pelo vírus não significa estar doente, isso depende da carga viral e do tipo de vírus.

É comum micro ferimentos e lesões locais durante as relações sexuais, devido às fricções, isso abre caminho para o HPV se instalar.

O Vírus

Há vários tipos e subtipos do vírus. Conhecê-los foi possível graças ao desenvolvimento de novas técnicas de biologia molecular e seqüenciamento do DNA. Há cerca de 100 tipos diferentes de HPV já catalogados, mas quatro merecem atenção maior: HPV6, 11, 16 e 18.

Os dois primeiros são responsáveis por lesões benignas, as verrugas “crista de galo”, tratadas através de cauterizações com bisturi elétrico ou substâncias químicas e anestesia local.

Os dois tipos seguintes, 16 e 18, são responsáveis por infecções que podem evoluir para cânceres de colo do útero, de pênis, vulva e ânus, se não forem tratadas.

Ainda não existem medicamentos que erradiquem o vírus. O organismo tem mecanismos de defesa que podem provocar a cura, mas a prevenção ainda é a melhor forma de proteção.

Prevenção

A prevenção se faz com o uso do preservativo masculino e também da camisinha feminina, do início ao fim do contato sexual. Evitar variar excessivamente os parceiros também pode ser uma forma de proteção.

As meninas devem fazer exames ginecológicos anuais para rastrear doenças do colo do útero e saber a que grupo pertencem eventuais contaminações para que se faça o tratamento adequado.

Evitar o contato sexual durante o tratamento, avaliar e selecionar os parceiros com cuidado são formas bastante ajuizadas de cuidar da própria saúde e dos parceiros de sexo.

Desde 2006 existe uma vacina para proteger contra certos tipos de HPV. Essa vacina é utilizada em mulheres de 9 a 26 anos que não tenham infecção e confere imunidade contra os tipos 6, 11, 16 e 18 que são responsáveis por 90% dos casos de condilomas (tipos 6 e 11) e 70% dos casos de câncer do colo do útero (tipos 16 e 18). Entretanto, a duração da imunidade conferida pela vacina ainda não foi determinada. Até agora, a convicção é de apenas cinco anos de proteção.

Quanto aos homens, aqui no Brasil não se pratica a vacinação, pois sua eficiência é ainda contestada. Eles sofrem conseqüências mais amenas e são mais resistentes às infecções, porém são agentes transmissores importantes.

Apesar dos preservativos não protegerem algumas áreas genitais, ainda assim podem reduzir a incidência de infecção. Higiene pessoal, como lavar bem as mãos, e não compartilhar objetos pessoais também é importante na diminuição das contaminações.

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