quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A asma brônquica. Dificuldade de respiração devido à constrição dos brônquios.

A asma brônquica é uma afecção pulmonar, normalmente alérgica. As ramificações dos brônquios se estreitam, com prejuízo da oxigenação do sangue. Há dificuldade de respiração e chiados característicos.

Criança fazendo inalação devido à asma brônquica.
by Roberto M.
O que é a asma brônquica? Por que acontece a asma? Como tratá-la?
A asma é uma afecção pulmonar que se caracteriza pela diminuição do diâmetro interno (calibre) das ramificações dos brônquios, mesmo as mais finas (bronquíolos).
Os brônquios compreendem a estrutura de tubos que são encarregados de levar o ar aos pulmões que, por sua vez, são órgãos do aparelho respiratório responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue.

Devido à constrição (diminuição do calibre) dos brônquios, a respiração fica prejudicada e a troca gasosa também. A oxigenação do sangue diminui.

CAUSAS

São várias as causas que podem provocar a constrição brônquica. É frequente que se conjuguem diversos fatores para produzir os sintomas típicos da asma.
A predisposição genética é um fator importante. A chance de uma pessoa desenvolver asma, quando os pais têm essa doença, é em torno de 40%.
Entretanto, a grande maioria dos casos é de origem alérgica e varia de pessoa para pessoa.

Os principais alérgenos (substância ou microrganismo provocadores de alergia) que provocam asma invadem o organismo pelas vias aéreas, por inalação.
Poeira doméstica, pelos e epitélios de animais, pólens, fibras vegetais (linho, cânhamo, algodão), revestimento dos colchões e travesseiros (crina, lã, penas), são alérgenos relativamente comuns.

Os ácaros (microrganismos que se desenvolvem em ambientes escuros e úmidos), comumente presentes em colchões, tapetes, almofadas, sofás, bonecos de pelúcia e roupas de cama, também são responsáveis pelo surgimento e desencadeamento das crises alérgicas de asma.

Alguns agentes ambientais irritantes, apesar de não causarem alergias respiratórias, podem agravar os sintomas e desencadear crises, entre eles: fumaça de cigarro, poluição, ar seco, variações de temperatura, perfumes, inseticidas, produtos de limpeza, etc.

Embora menos frequente, alguns alimentos podem provocar asma. Entre os mais comuns estão os peixes, ovos chocolates e nozes.
No caso da asma bacteriana ou infecciosa, que acontece quando o aparelho respiratório é invadido por bactérias, também se supõe que a constrição tenha raízes alérgicas: seria provocada pela hipersensibilidade do organismo aos produtos bacterianos, que seriam os alérgenos.

COMO ACONTECE

Uma das primeiras reações provocadas pelo alérgeno é a constrição das paredes dos bronquíolos, o que reduz o espaço disponível para a passagem do ar. A mucosa que reveste internamente os bronquíolos incha e fica túmida.
As células secretoras, que em condições normais secretam uma substância que atua na limpeza das vias respiratórias, começam a trabalhar num ritmo frenético e produzem um excesso de secreção que estreita ainda mais os bronquíolos.

A obstrução das vias respiratórias determina um sufocamento parcial e o esforço respiratório aumenta.
A expiração, por ser um movimento mais passivo, durante a crise, não se completa. Um grande resíduo de ar continua dentro dos pulmões e os distende. É na expiração que a chiadeira característica da asma é mais forte.

SINTOMAS

No início, o principal sintoma da asma brônquica é tosse seca noturna constante. Com o agravamento do quadro, os sintomas evoluem para falta de ar e respiração ofegante, acompanhada por chiado.
A respiração torna-se difícil e essa dificuldade respiratória pode prejudicar a oxigenação do sangue.
Em casos mais graves, pode aparecer a cianose (coloração azulada da pele e mucosas), provocada por gás carbônico não eliminado do sangue.

PREVENÇÃO

Uma vez localizado o alérgeno, a solução é impedir o contato com ele.
Uma parte importante do tratamento é diminuir a ação dos fatores alérgicos e irritantes nos ambientes mais frequentados pelo paciente.
Ás vezes isso é difícil, como no caso das poeiras domésticas, mas, manter os ambientes limpos, iluminados e arejados é fundamental para acabar com os ácaros. Colchões e travesseiros protegidos com tecidos hipoalergênicos ajudam a diminuir a proliferação dos microrganismos.

A decoração da casa deve evitar móveis e acessórios que acumulem poeira. Tapetes, cortinas, tecidos felpudos e bichos de pelúcia não são recomendados. Os produtos de limpeza não devem ter cheiro e ao invés de vassoura utilizar panos úmidos e aspirador de pó.
Fumaça de cigarro e poluição são muito nocivos, irritantes e devem ser evitados.

TRATAMENTO

Os esforços de tratamento estão dirigidos no sentido de imunizar o paciente, em relação ao alérgeno que o afeta, através da dessensibilização: inocula-se, no paciente, doses diminutas do alérgeno, aumentadas gradualmente.
É um tratamento longo e os resultados não aparecem em curto prazo. A dessensibilização é um processo muito difícil, principalmente se os fatores alérgicos forem vários.

Enquanto não se consegue eliminar as causas da asma, o único recurso é amenizar cada crise (tratamento sintomático).
O tratamento medicamentoso é direcionado para o controle dos sintomas.
São usados broncodilatadores e corticoides inalatórios.

Mas atenção! A automedicação pode levar a um agravamento do quadro.
É imprescindível buscar atendimento médico.
Imagem: Cortezia de Phaitoon / FreeDigitalPhotos.net.
Bibliografia: 1) Robbins e Cottran – Patologia, Bases Patológicas das Doenças – 8ª Edição – Editora Saunders-Elsevier.
                    2) Enciclopédia Medicina e Saúde – Vol. 3 – Editora Abril Cultural.

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