domingo, 7 de outubro de 2012

Rinite alérgica, uma das alergias respiratórias.

A rinite alérgica se dá devido a fatores alérgicos que atacam a mucosa nasal.Há excesso de produção de muco, que acaba escorrendo pelo nariz. É a coriza.

Rinite Alérgica: mulher com coriza limpando o nariz.
by Roberto M.
O que é rinite alérgica? Como se manifesta a rinite?
Dentro dos quadros de alergias respiratórias, os mais comuns são a asma brônquica e a rinite alérgica.
Em outro artigo já falamos da asma brônquica, suas causas e sintomas; hoje vamos falar um pouco da rinite.
Como o ar da respiração entra, normalmente, pelas cavidades nasais, o nariz possui um eficiente sistema de filtragem para bloquear a penetração das impurezas (poeira, fuligem, etc.).

Logo na entrada das cavidades nasais existem pêlos especiais, pouco flexíveis, curtos e muito resistentes que atuam como se fosse uma peneira, filtrando o ar que adentra o nariz.

COMO ACONTECE A RINITE

Nesse processo, são retidas as grandes impurezas.
As impurezas menores que conseguem ultrapassar essa primeira barreira são retidas por outro processo, semelhante ao utilizado no papel pega-moscas.
As cavidades nasais são forradas por uma mucosa que exerce funções importantes.
Em primeiro lugar ela é responsável por grande parte do nosso sentido do gosto. Isso porque o sabor dos alimentos está bastante relacionado com o aroma, que é percebido pelas terminações nervosas da mucosa do nariz. Vale lembrar que as papilas gustativas da língua, reconhecem apenas o que é doce, amargo, salgado ou ácido.

Outra função da mucosa nasal é barrar as impurezas existentes no ar inspirado.
A mucosa do nariz é normalmente revestida por uma camada de muco e as partículas que conseguiram vencer a barreira de pêlos ficam grudadas nela. O muco é formado por microglândulas existentes na superfície da mucosa nasal e também nas mucosas dos seios paranasais.
No caso da rinite alérgica, não ocorre infecção, mas inflamação da mucosa e também edema.

Devido à irritação local, as glândulas da mucosa aumentam sua secreção e o volume do muco torna-se muito maior do que a capacidade de drenagem natural das cavidades nasais e começam a sair continuamente pelas narinas. Esse corrimento nasal é a chamada “coriza”.
Por outro lado, o edema provoca uma redução dos diâmetros internos do nariz e a ventilação torna-se deficiente.

CAUSAS

Como em todas as alergias respiratórias, a predisposição genética é um fator importante, mas os fatores alérgicos são determinantes para os quadros de rinite.
Entre os principais desencadeadores estão os ácaros, pólens, epitélio e pelos de animais, poeira, fumaça, etc.
Alguns agentes ambientais irritantes (perfumes, produtos de limpeza, poluição), apesar de não causarem diretamente a rinite alérgica, podem agravar os sintomas e desencadear crises.

SINTOMAS

As principais características da rinite alérgica são: obstrução nasal, espirros repetitivos, secreção nasal aquosa e prurido ou coceira no nariz e na garganta. Os sintomas são constantes, mas costuma piorar na presença de agentes irritantes, como fumaça e poeira.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO

Uma parte importante do tratamento é diminuir a ação dos fatores alérgicos e irritantes dos locais frequentados pelo doente.
Manter os ambientes limpos, arejados e iluminados é primordial para acabar com os ácaros.
Evitar o uso de vassouras para não “levantar” poeira; fazer a limpeza com panos úmidos.

O tratamento medicamentoso visa o controle dos sintomas, vai desde o uso de umectantes da cavidade nasal, como o soro fisiológico, até o uso de antialérgicos, anti-inflamatórios e descongestionantes.
Entretanto, como em todo processo alérgico, somente uma coisa garante uma melhora efetiva: o afastamento do agente que causa a reação alérgica.
Enquanto a causa da irritação da mucosa persistir, haverá coriza e obstrução nasal.
Image courtesy of David Castillo Dominici at FreeDigitalPhotos.net.
Bibliografia: 1) Robbins e Cottran – Patologia, Bases Patológicas das Doenças – 8ª Edição – Editora Saunders-Elsevier.
                    2) Enciclopédia Medicina e Saúde – Vol. 3 – Editora Abril Cultural.

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