segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Cortes e arranhões. Primeiros socorros, atendimentos e tratamentos.

Conheça os procedimentos para o primeiro atendimento nos casos de cortes e arranhões. Saiba quando se pode tratar em casa e quando é necessário a remoção para um hospital ou pronto-socorro.

Corte na palma da mão. Procedimentos de primeiros socorros. Sutura com pontos.
by Roberto M.
Cortes e arranhões são tipos comuns de lesões que, na maioria dos casos, não representam uma ameaça à saúde.
A maior parte desse tipo de ferimento é de pequena monta e pode, facilmente, ser tratado em casa. Uma boa limpeza com água e sabão e, depois, uma proteção com curativo, é tudo o que é necessário para tratar pequenos cortes e arranhões.

Às vezes, eles podem ser um pouco mais graves, necessitando de maiores cuidados, inclusive o acompanhamento médico.
Vamos mostrar, aqui, as principais atitudes que devemos tomar, no caso de termos que acudir alguém vitimado por um corte ou um arranhão.

PARAR O SANGRAMENTO

Se o corte ou arranhão estiver sangrando muito, o sangramento deverá ser estancado antes de se aplicar qualquer tipo de atadura.

Pressionar o ferimento para estancar a hemorragia.

Aplicar pressão na área, utilizando-se de uma bandagem ou toalha. Se o corte for na mão ou no braço, levante-a acima da cabeça. Se a lesão for nos membros inferiores, deitar a vítima e levantar a área afetada acima do nível do coração. Isso ajudará o sangramento diminuir e parar.

COMO FAZER UM CURATIVO

Saber fazer um curativo é imprescindível, pois ele protege o ferimento e previne infecção.
Para proteger um corte ou arranhão, com um curativo, em casa, siga os seguintes passos:

1 – Lavar e secar bem as mãos antes de começar a mexer na ferida para fazer o curativo;
2 – Limpar o ferimento com água corrente da torneira ou com soro fisiológico;
3 – Secar a área do machucado com gaze ou com uma toalha limpa;
4 – Secar com pequenas batidinhas, tomando o cuidado para não esfregar;
5 – Aplicar um curativo adesivo estéril (tipo band aid) para proteger o ferimento;

Colocando um curativo sobre o corte.

6 – Ou, como alternativa, proteger o corte com gaze e fixar com esparadrapo;
7 – Manter o curativo sempre limpo, trocando-o tantas vezes quanto necessário;
8 – Manter o curativo sempre seco. Se molhar, troque-o;
9 – Troque o curativo, no máximo, a cada doze horas, isso permitirá que a ferida “respire” melhor e sare mais rápido.

TOMAR ANALGÉSICOS

Os pequenos cortes e arranhões devem curar-se por si só, em poucos dias. Entretanto, eles podem ser dolorosos. Nesses casos, um analgésico como paracetamol ou ibuprofeno pode ser administrado.

QUANDO CONSULTAR UM MÉDICO

A visita ao médico será extremamente necessária, quando houver o risco do corte ou arranhão tornar-se infectado ou você achar que já infeccionou.

- Os maiores riscos para um ferimento infeccionar são:

1 – Se ele tiver sido contaminado com solo (terra), fluidos corporais, fezes, pus;
2 – Havia alguma coisa no ferimento antes de ele ser limpo, como um caco de vidro, um cavaco de madeira, um espinho ou coisa parecida;
3 – O ferimento tiver bordas irregulares, denteadas;
4 – O corte tiver mais do que cinco centímetros;
5 - Se o ferimento tiver sido provocado por mordidas (tanto de animais como de pessoas). Mordidas são sempre propensas à infecção.

- Sinais de que um ferimento infeccionou incluem:

1 – Inchaço da área afetada;
2 – Formação de pus na área afetada;
3 – Vermelhidão se espalhando a partir do corte ou do arranhão;
4 – Aumento excessivo da dor na ferida;
5 – Mal-estar geral do paciente;
6 – Febre elevada, acima dos 38°C;
7 – Glândulas inchadas.

Uma ferida infectada, geralmente, deverá ser tratada com antibióticos. Somente o médico poderá prescrever esse medicamento.

QUANDO IR A UM PRONTO-SOCORRO

Alguns cortes e escoriações podem ser mais graves e exigirem a ida a um pronto-socorro para o tratamento.
É extremamente recomendável a ida a um pronto-socorro se:

1 – O sangramento for de uma artéria. Sangue de artéria sai em jorros (a cada batida do coração), é vermelho brilhante e é geralmente difícil de controlar;
2 – Não se consegue controlar o sangramento em poucos minutos;
3 – Houver perda de sensibilidade perto da ferida, ou estar havendo dificuldade para mover partes do corpo. Nestes casos, pode ter sido danificado algum nervo subjacente;
4 – Houver dor, hematoma extenso e dificuldades para mover partes do corpo. Nestes casos, pode ter sido danificado algum tendão;
5 – O corte foi no rosto. Pode haver a necessidade de tratamento urgente para evitar a formação de cicatrizes;

Corte no rosto. Recomenda-se a ida ao pronto-socorro.

6 – O corte foi na palma da mão e parecer infectado. Este tipo de infecção pode se espalhar rapidamente;
7 – Se existir a possibilidade de um corpo estranho estar, ainda, dentro da ferida;
8 – O corte foi extenso, profundo, e causou muitos danos aos tecidos;

No hospital, o corte será examinado para determinar se há ou não o risco de infecção. Na suspeita da existência de vidro ou algum tipo de corpo estranho dentro do ferimento, poderá haver a necessidade de um raio-X para garantir que ele seja removido completamente.

NO PRONTO-SOCORRO SE NÃO EXISTIR O RISCO DE INFECÇÃO

Se não existir o risco de infecção, o corte vai ser limpo com água ou uma solução salina estéril (soro fisiológico) antes de ser fechado. O fechamento poderá ser feito usando pontos, adesivos teciduais ou fitas adesivas cirúrgicas.

1 - Pontos (suturas). Estes são normalmente utilizados para fechar os cortes com mais de 5 cm de comprimento, ou feridas profundas. Um fio cirúrgico estéril é utilizada para os pontos.

Sutura de um corte com pontos de fio cirúrgico.

2 – Adesivo tecidual (cola). Pode ser usado para fechar os cortes menos severos, com menos de 5 cm de comprimento. O adesivo tecidual (que é uma cola) é pintado na pele, sobre o corte, enquanto as bordas são mantidas juntas. Após secar, a cola forma uma camada flexível que mantém o corte fechado.

Fechamento de um corte com adesivo tecidual (cola).

3 – Fitas adesivas cirúrgicas. Estas podem ser utilizadas, como uma alternativa ao adesivo tecidual, para os cortes menores do que 5 cm de comprimento, quando houver risco de infecção. As fitas são adesivas e podem ser colocadas sobre as bordas do corte para mantê-las juntas. São mais fáceis de remover do que o adesivo tecidual.

Fechamento de um corte com fitas adesivas cirúrgicas.

Após o fechamento do ferimento, ele poderá ser protegido com um curativo para garantir que os pontos, adesivo tecidual ou fitas adesivas fiquem no lugar.
O adesivo tecidual sairá por si só depois de uma semana ou duas.
Já os pontos ou as fitas adesivas exigem o retorno ao hospital para serem removidos.
Nunca se deve tentar remover os pontos sozinho. Eles só devem ser removidos por um profissional de saúde.

Para se evitar o tétano (uma infecção bacteriana grave), pode ser dado um reforço da vacina antitetânica.
Se houver suspeita de que o tétano já esteja em desenvolvimento, poderá haver a necessidade de tratamento especializado.

NO PRONTO-SOCORRO SE EXISTIR O RISCO DE INFECÇÃO

Se houver risco de infecção ou o corte já estiver infectado, o profissional de saúde poderá levar uma amostra para análise utilizando um cotonete, antes de limpá-lo como de costume.
No entanto, o corte não poderá, ainda, ser fechado, pois isto enclausuraria a infecção tornando-a mais propensa a se espalhar.
Em vez disso, o corte será protegido com uma atadura não adesiva, mas sem fechá-lo. Poderá ser ministrado antibióticos para combater a infecção.

Depois de três a cinco dias deverá haver o retorno ao hospital para verificar se houve a regressão da infecção. Se isso ocorreu, o corte será fechado com pontos ou fitas cirúrgicas adesivas
Caso a infecção não tenha regredido, poderá ser necessária a mudança dos antibióticos.
Fonte: Cuts and grazes – NHS Britânico.
Imagem: “Hand Injury” - Cortezia by africa – FreeDigitalPhotos.net

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