sexta-feira, 29 de julho de 2016

Ciática. A dor do nervo ciático. Sinais, sintomas, diagnóstico, causas e tratamento

Nem sempre é possível evitar a dor ciática, mas há várias coisas que você pode fazer para ajudar a prevenir as lesões que podem levar a ciática. Saiba quando ocorre e como tratar a dor ciática.

Ilustração mostrando o procedimento do Sinal de Lasegue, principal sinal clínico para diagnosticar a dor Ciática.
by Roberto M.
A ciatalgia, também conhecida como Ciática é o nome dado a qualquer tipo de dor que é provocada por irritação ou compressão do nervo ciático.
O nervo ciático é o maior nervo do corpo humano. Vai desde a coluna lombar até os pés. Estende-se da parte de trás da pélvis, face posterior do quadril, passa através das nádegas, desce por trás das coxas e dos joelhos e faz todo o caminho das duas pernas, terminando no dedo maior de cada pé.

Um médico, geralmente, será capaz de confirmar um diagnóstico de dor ciática com base, apenas, nos seus sintomas.
O tratamento para dor ciática nem sempre é necessário, pois muitas vezes a dor melhora naturalmente.

Sinais e Sintomas da Ciática

Quando o nervo ciático é comprimido ou irritado, ele pode causar dor, dormência e uma sensação de formigamento que se irradia da parte inferior das costas, deslocando-se por uma das pernas  até atingir o pé e os dedos do pé. Pode surgir perda de sensibilidade nas áreas acometidas.

A dor pode variar desde uma leve dor até um quadro de dor muito severa e pode ser agravada quando se espirra, quando se tosse ou quando se fica sentado por um longo período de tempo.
Quando a dor nas costas e no trajeto do ciático aumenta ao tossir, espirrar ou ao estender o membro inferior, há suspeita de rutura do disco.

Algumas pessoas com dor ciática também podem sentir fraqueza muscular na perna afetada. Fraqueza na perna ocorre em menos da metade dos casos.
Apesar de pessoas com dor ciática também poderem sentir dor nas costas, geralmente a dor associada com ciática afeta as nádegas e as pernas muito mais do que as costas.

Diagnóstico da Ciática

Na  maioria das pessoas, a dor ciática desaparece naturalmente depois de algumas semanas, embora alguns casos podem durar um ano ou mais.
Deve-se consultar o médico quando os sintomas forem muito fortes ou persistentes, ou estiverem piorando ao longo do tempo.
O médico, geralmente, será capaz de confirmar um diagnóstico de dor ciática com base nos sintomas e recomendar tratamentos adequados. Nos casos típicos, não há necessidade de exames de imagem ou de eletromiografia.

O sinal clínico mais caraterístico é o sinal de Lasegue, que consiste no seguinte: com o paciente deitado de costas, elevamos o membro inferior estendido para formar um ângulo de 30 a 70 graus com a superfície. O sinal é positivo quando a dor aumenta.
Se necessário, o médico poderá encaminhar a um especialista para uma investigação mais aprofundada. Quando o quadro é mais persistente, a ressonância magnética ajuda a esclarecer sua origem.

O que causa a dor ciática

Na grande maioria dos casos, a dor ciática é causada por uma hérnia de disco. Isto é, quando um dos discos que ficam entre os ossos da coluna (vértebras) está danificado e pressiona os nervos.
As causas menos comuns incluem estenose espinhal (estreitamento das vias nervosas na coluna vertebral), lesão ou infecção da coluna vertebral, ou crescimento de algo na coluna vertebral (como um tumor).

O risco de se desenvolver hérnia de disco ou lesão nas costas, que podem levar à ciática, pode ser minorado adotando-se melhores posturas e técnicas cotidianamente, tais como, exercitar-se regularmente e fazer alongamento antes e após o exercício físico

Como ciática é tratada

Muitos casos de dor ciática terão uma melhora, em torno de seis semanas, sem a necessidade de tratamento. A dor regride espontaneamente na maioria das vezes. Um terço das pessoas fica livre dela em duas semanas. Nas demais, pode durar mais tempo, até três meses.
Uma combinação de coisas podem ser feitas, em casa, para ajudar a reduzir os sintomas até que a condição melhore, tais como, tomar analgésicos que não necessitem de prescrição médica, fazer exercícios e usar compressas quentes e/ou frias.

Em casos mais persistentes, pode ser aconselhável seguir um programa de exercícios estruturados sob a supervisão de um fisioterapeuta, fazer infiltrações com medicação anti-inflamatória e analgésica na própria coluna e/ou tomar comprimidos de analgésico mais fortes. O objetivo do tratamento é o controle da dor.
Em casos raros, a cirurgia pode ser necessária para corrigir o problema da coluna vertebral.

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