domingo, 26 de março de 2017

A Febre Amarela. Transmissão, sintomas, tratamento e vacinação.

A febre amarela é uma infecção viral grave que é transmitida por certos tipos de mosquito. O vírus é encontrado principalmente na África subsaariana, América do Sul e partes do Caribe. Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela.

Título ilustrado da matéria em fundo amarelo com letras estilizadas dizendo: Febra Amarela:  Transmissão, Sintomas, Tratamento e Vacinação
by Roberto M.
A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por picadas de mosquitos, que são os chamados vetores da doença. Na maior parte das vezes, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos.
As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos e dura cerca de três dias.

A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (bem estar esse que pode durar até dois dias). Nessa eventual fase mais grave podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.
A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela.

Como a febre amarela se espalha

O vírus que causa febre amarela é passado para os seres humanos através das picadas de mosquitos infectados. Os mosquitos que propagam a infecção são geralmente diurnos, ou seja, têm atividade e mordem durante o dia. Eles são encontrados em áreas urbanas e rurais.

As grandes campanhas contra a febre amarela tiveram início com a descoberta dos agentes transmissores da doença: os mosquitos dos gêneros Aedes aegypti e Haemagogus.
O Aedes aegypti que possui hábitos domésticos, é o principal responsável pelos surtos epidêmicos urbanos. O Haemagogus, que é silvestre, é responsável pela perpetuação endêmica da moléstia.

A febre amarela não pode ser transmitida diretamente de pessoa para pessoa por contato próximo.


Sintomas de febre amarela: a forma clássica da doença

“A febre amarela é considerada doença polimórfica, porque seus sintomas apresentam muitas variações.
Na forma clássica da febre amarela, os sintomas ocorrem em dois estágios.
O vírus transmitido pelo mosquito permanece em latência no organismo humano por uns cinco dias

É somente depois desse período que os sintomas começam a aparecer. A pessoa se queixa de forte dor lombar, que se estende para o abdome e os membros inferiores. Como consequência, a locomoção torna-se difícil. A cabeça parece que vai estourar. A luz fica insuportável; a língua fica seca e áspera. Calafrios são seguidos de calor intenso. A temperatura do corpo sobe para 40°C. A pessoa sente uma sede terrível. Fica ansiosa, inquieta e passa a ter insônia. Sente náuseas e vomita frequentemente.

Esse é o período infeccioso, cuja duração varia de 2 a 3 dias. Nesse estágio, o vírus da febre amarela está disseminado por todo o organismo, podendo ser isolado no sangue do paciente.
Depois de manifestações violentas, os sintomas se amenizam e o indivíduo chega a desfrutar de tranquilidade por mais de 24 horas. É o período de recesso.

Logo aparecem novos sintomas de caráter basicamente digestivo e urinário, associados a profundas hemorragias. Sede violenta e dor epigástrica precedem um sintoma característico: o chamado vômito negro. De cor marrom-escura, o vômito negro é consequência da acumulação de sangue coagulado no estômago, decorrente da hemorragia. No útero, nas narinas e mesmo na camada cutânea pode ocorrer hemorragia. As fezes aparecem misturadas com sangue escuro. A função renal sofre modificações. A pessoa urina pouco (oligúria), e sua urina apresenta elevado teor de albumina.

Nesse estágio da moléstia, o vírus escolhe um alojamento, em geral o fígado. As células hepáticas se degeneram. Como consequência dos distúrbios hepáticos, a pigmentação da pele adquire um tom amarelado (icterícia).
Essa segunda fase da enfermidade dura em média 3 dias. Em menos de uma semana o paciente enfrenta o momento mais perigoso. A morte parece muito próxima, como decorrência de convulsões, colapsos cardíacos, síncope ou coma progressivo, provocado por uremia, ou seja, intoxicação resultante da depuração insuficiente do organismo pelos rins.

O paciente que supera a fase crítica se encontra a salvo. E, normalmente, isso acontece com 80% das pessoas enfermas. Logo depois o indivíduo evolui de forma espontânea para a cura. A febre começa a diminuir, os vômitos negros tornam-se bem espaçados, a urina volta a ser expelida em volume normal, passando a apresentar pequena quantidade de albumina.

Apenas a icterícia demora mais tempo para desaparecer. Ao fim de várias semanas, a recuperação é completa. E, uma vez curado, o indivíduo desenvolve imunidade ao vírus amarílico, apresentando, portanto, forte resistência a uma nova infecção.”


Outras formas clínicas da Febre Amarela

Além da forma clássica, a febre amarela pode assumir uma série de configurações:

1- Na febre amarela superaguda, de evolução fulminante, a morte pode ocorrer no primeiro dia de manifestação dos sintoma.

2- Já na febre amarela na forma abortiva, a pessoa passa diretamente do período de recesso para a recuperação total.

3- A febre amarela frustra se assemelha ao tipo clássico, apresentando, no entanto, sintomas bem mais leves.

4- Na manifestação inaparente ou ambulatória da febre amarela, o indivíduo sente ligeiro mal-estar, provocado por dores de cabeça, vômitos e febre – sintomas, porém, nada severos. Nesse caso a febre amarela tem curta duração. É sob essa forma que a moléstia se apresenta em nativos de regiões onde é endêmica. E é também a manifestação mais comum em pessoas que já tiveram febre amarela e desenvolveram, como consequência, os anticorpos contra o vírus.


Quando procurar aconselhamento médico


Deve-se procurar um médico, o mais rápido possível, quando houver suspeitas  de sintomas da febre amarela concomitantemente a viagens a uma área onde o vírus tenha sido encontrado ou retorno recente de uma dessas áreas.

Para ajudar no diagnóstico da febre amarela, o médico vai querer saber exatamente os sintomas e os locais por onde o paciente andou viajando. Um exame de sangue será necessário para confirmar o diagnóstico.


Tratamento da febre amarela


Não há tratamento específico para a febre amarela, mas os sintomas podem ser tratados enquanto o corpo luta contra o vírus.
Dor de cabeça, alta temperatura e dor muscular podem ser tratados com analgésicos como paracetamol ou ibuprofeno. Deve-se ingerir bastante líquido para evitar a desidratação.
Se os sintomas forem muito graves, poderá haver internação no hospital para que a condição possa ser monitorada e haja o recebimento de cuidados de suporte.


Orientações para a Vacinação contra febre amarela


Quadro orientativo do Ministério da Saúde do Brasil sobre a vacinação contra a febre Amarela

A condição pode ser prevenida com vacinação e é uma causa, muito rara, de doença em viajantes.
A vacinação contra a febre amarela deve ser administrada pelo menos 10 dias antes de se viajar para uma área onde a infecção é encontrada. Isso para permitir que o organismo possa desenvolver proteção contra o vírus que causa a infecção.

Alguns países exigem uma prova do certificado de vacinação antes de permitirem o ingresso no país. Isso só será válido 10 dias após a vacinação.
A vacinação contra a febre amarela é administrada como uma única injeção e oferece proteção a mais de 95% daqueles que a tomarem.

A proteção oferecida pela vacina pode ser vitalícia, mas os certificados de vacinação são atualmente válidos somente por 10 anos. Às vezes é necessário tomar uma dose de reforço após este período, caso se esteja planejando outra visita a uma área onde a febre amarela é encontrada.
Fontes: Yellow Fever – NHS Choices – Reino Unido
             Febre amarela: sintomas, transmissão e prevenção – Fundação Oswaldo Cruz
Bibliografia: Enciclopédia Ilustrada Medicina e Saúde – Vol 5 -  Editora Abril Cultural

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