domingo, 18 de dezembro de 2011

Arteriosclerose. Deterioração das artérias.

A esclerose das artérias, quando se dá devido à deposição de placas de ateromas (gorduras) em suas paredes internas, recebe o nome de aterosclerose
by Roberto M.
A arteriosclerose (do grego skleeros, que significa duro) é uma patologia caracterizada pela perda de elasticidade, do engrossamento e do endurecimento das artérias
É responsável por enfartes cardíacos, tromboses cerebrais e boa parte das gangrenas dos membros inferiores.

É uma doença que não tem sintomas característicos ou exclusivos, a não ser quando da ocorrência das manifestações súbitas e clinicamente bem reconhecíveis.

A arteriosclerose compreende três tipos morfológicos de alterações vasculares:

1) A mais freqüente dessas alterações consistem num endurecimento da parede arterial em virtude da destruição ou substituição do tecido elástico por tecido fibroso. O tecido elástico permite que as artérias variem seu calibre de acordo com a necessidade. O tecido fibroso, por ser rígido, não permite que a artéria regule a quantidade de sangue que passa por seu interior.

Outra alteração é representada pelo aparecimento de nódulos (placas ateromatosas) no interior dos vasos, ou seja, deposição de placas de colesterol ou outras gorduras que levam à estenose e obliteração arterial (redução do calibre do vaso, que leva à diminuição da quantidade de sangue que circula por ele. Além disso, sobre as placas de gordura, formam-se muito facilmente coágulos de sangue ou trombos. Por isso, às vezes, o vaso fica totalmente obstruído).

Normalmente, quando se fala em arteriosclerose, está se fazendo referência a lesões desse tipo.

A esclerose arterial decorrente da deposição de placas de ateromas (gordura) na camada interna dos vasos recebe o nome de “aterosclerose”.

2) A segunda variedade consiste na calcificação da parede média das artérias de tamanho médio e pequeno.

3) O terceiro tipo é a arteriosclerose que afeta as artérias de pequeno calibre. Quase sempre está relacionada à hipertensão arterial, que provoca um exagerado desenvolvimento da camada muscular para o interior da pequena artéria. Devido a isso o diâmetro interno diminui e o fluxo sanguíneo é reduzido.

Como resultado, em qualquer tipo de alteração, o fluxo sanguíneo se reduz e a nutrição do músculo cardíaco torna-se deficiente. Com a má irrigação, o miocárdio é afetado. Isso ocasiona a dor característica da angina ou, em casos mais avançados, provoca o enfarte do coração, que é conseqüência da necrose (morte local) dos tecidos.

Quando a arteriosclerose se localiza na área cerebral, a doença se manifesta através da deterioração progressiva da inteligência, distúrbios na visão, articulação de palavras deficiente, diminuição progressiva da memória e distúrbios de comportamento. Essa patologia, hoje, é chamada de “demência vascular”.

Se o processo arteriosclerótico se localiza nos vasos que irrigam os membros inferiores, aparecem as cãibras e dores após o andar e a pele das pernas se tornam escuras e mais espessas. Nos casos mais graves poderá haver gangrenas e necroses das extremidades.

A arteriosclerose poderá ainda se instalar nas artérias pulmonares (dificuldade de respiração e insuficiência cardíaca secundária) ou nos rins (produz um aumento da pressão arterial do sangue e o acúmulo de substâncias tóxicas não eliminadas pelo rim afetado).
Bibliografia: Guyton & Hall – Tratado de Fisiologia Médica – Ed. Guanabara-Koogan
                     Enciclopédia Medicina e Saúde – Ed. Abril

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Um comentário:

  1. texto bem escrito sobre assunto que realmente precisa ser divulgado, estou divulgando no facebook e twitter....abs

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