segunda-feira, 11 de junho de 2012

Formação da Imagem no olho humano. Como funciona nossa visão.

Como funciona a formação da imagem no olho humano. Acomodação visual. Cegueira noturna. Retina, cones e bastonetes.Cristalino e nervo óptico.

O olho humano. Como funciona a formação da imagem na nossa visão
by Roberto M.
Vimos no artigo “O olho humano. Componentes, nomenclatura e estrutura”, os nomes das partes do olho e como essas partes estão organizadas para formar o nosso órgão da visão.
Baseados nisso, vamos, agora, falar sobre o funcionamento desse órgão. 
Como funciona nosso olho? Como as imagens são formadas?

Portanto, é bom dar uma lida no artigo supracitado (é só clicar no link), para relembrar os nomes e a posição de cada componente que iremos falar a seguir.

Os raios luminosos que chegam dos objetos, quando olhamos para eles, penetram em nossa córnea, atravessam o humor aquoso passam pela pupila, pelo cristalino e pelo humor vítreo e atingem a retina, na qual se forma uma imagem invertida do objeto.

A imagem que é formada na retina, é invertida. O cérebro decodifica essa imagem e faz com vejamos na posição normal.

A quantidade de luz que chega à retina depende da maior ou menor abertura da pupila. O diâmetro da pupila é controlado por um reflexo, através do sistema nervoso autônomo. Além da luz, há outros fatores que podem provocar dilatação da pupila, tais como o medo, o interesse e outras emoções.

Com pouca iluminação a pupila se dilata. Em ambientes iluminados a pupila se contrai.

O cristalino, como se fosse uma lente flexível e transparente de uma máquina fotográfica, serve para tornar as imagens mais nítidas. Sua elasticidade lhe permite mudar de forma para focalizar objetos situados a diferentes distâncias. Essa capacidade é chamada de acomodação visual e é realizada através de pequenos músculos ligados a ele.

Se os objetos estão distantes, o cristalino fica mais delgado.

Na acomodação visual, o cristalino fica mais delgado para visualizar objetos distantes.

Se os objetos estão mais próximos, ele fica mais espesso.

Na acomodação visual, para visualizar objetos próximos, o cristalino fica espesso.

Juntamente com a córnea, o cristalino concentra os raios luminosos de modo a formar uma imagem invertida no fundo do olho, na retina, que é a camada mais interna e sensível à luz e devido à acomodação visual, essa imagem é projetada com a máxima nitidez.

Entretanto, a imagem só será percebida quando as mensagens nervosas que partem da retina chegarem ao cérebro, órgão que nos fornecerá a imagem correta, pois “aprendeu” a interpretar corretamente o que estamos vendo e a imagem invertida não é percebida, mas, sim, a posição correta.

Como já vimos, na retina encontramos os cones e os bastonetes.
Nos cones e bastonetes há substâncias que sofrem transformações químicas quando recebem a luz. Essas transformações originam mensagens elétricas que são levadas pelo nervo óptico até o cérebro, órgão em que a imagem será percebida.
A função da retina, portanto, é transformar a luz em mensagens nervosas que serão levadas pelo nervo óptico até o cérebro.

Esquema da transformação da imagem formada na retina, em mensagens ele´trica para o cérebro

Os bastonetes são células bem sensíveis à luz e captam imagens em lugares pouco iluminados. Só que não distinguem cores, e as imagens fornecidas não são muito nítidas.
Nos bastonetes, existe uma substância chamada púrpura visual ou rodopsina. Quanto maior a quantidade dessa substância, melhor será a nossa visão sob luz fraca. A púrpura visual é derivada da vitamina A. É por esse motivo que a falta dessa vitamina leva a uma condição chamada cegueira noturna.

Já os cones funcionam em ambientes mais iluminados, fornecendo imagens coloridas e mais nítidas.
Nós vemos imagens coloridas porque temos três tipos de cones na retina: os que reagem melhor à luz vermelha, os que reagem ao verde e os que reagem ao azul. As cores que percebemos dependem da combinação dos sinais nervosos enviados pelos três tipos de cones.

Enquanto os bastonetes são encontrados com maior frequência na periferia da retina, os cones estão mais concentrados numa pequena região, a fóvea.
A fóvea, por ter grande quantidade de cones, é a região de melhor percepção visual. 
Os detalhes de uma imagem são formados na fóvea.
Bibliografia: 1) César, Sézar & Bedaque – Ciências, entendendo a natureza – Editora Saraiva – 18° Edição.
                    2) Gewandsznajder, Fernando – Ciências, nosso corpo – Editora Ática – 1ª Edição

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