segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Célula: a menor parte de um ser vivo. Estrutura básica de uma célula humana.

As células constituem os seres vivos. Conheça a organização de uma célula animal. Veja como é a estrutura básica de uma célula humana.

Esquema de uma célula animal. A unidade da vida.
by Roberto M.
A célula é a menor unidade básica estrutural do ser vivo, ou seja, é a menor parte dos seres vivos com forma e função definidas. Podemos dizer que a célula é a unidade da vida.
Uma única célula isolada pode formar todo o ser vivo (é o caso dos organismos unicelulares) e, a associação de várias células pode formar, também, um ser vivo completo (é o caso dos organismos pluricelulares).
Existem dois tipos de células: as células procariotas e as células eucariotas.

As procariotas, procarióticas ou procariontes, as chamadas protocélulas, são células mais simples, têm uma estrutura simplificada e formam certos seres unicelulares ou coloniais como bactérias e cianófitas.

As eucariotas, eucarióticas ou eucariontes, as chamadas eucélulas, são células mais complexas, que têm núcleo, membrana e várias organizações internas. Formam a maioria dos seres vivos que conhecemos, sejam eles protozoários, plantas, fungos ou animais.

Não existe ser vivo sem célula. Ela tem todo o "material" necessário para realizar as funções de um ser vivo, como nutrição, produção de energia e reprodução.
Vamos falar hoje das células eucariotas animal, que formam o ser humano.

AS CÉLULAS DO CORPO HUMANO: A ORGANIZAÇÃO DAS CÉLULAS

As atividades do corpo humano ocorrem, basicamente, no interior das células.
As células recebem nutrientes e oxigênio e realizam as transformações químicas necessárias à sobrevivência.

Cada célula do nosso corpo tem uma função específica. Mas todas elas trabalham de uma forma integrada, desempenhando uma atividade "solidária e comunitária".
É como se o organismo fosse uma grande comunidade de células, que se ajudam entre si, dividindo o trabalho. Essa união faz com que seja garantida a execução das inúmeras tarefas responsáveis pela manutenção da vida.

No corpo humano existem cerca de 65 trilhões de células. Elas, geralmente, são tão pequenas que não podem ser vistas a olho nu.
As células do nosso corpo têm, comumente, entre 5 micrômetros e 20 micrômetros de diâmetro. Como um micrômetro é um milímetro dividido por mil, isto significa dizer que medem entre 0,005 milímetros e 0,02 milímetros.

AS ORGANELAS

Apesar das células serem tão pequenas, dentro delas existem várias estruturas que realizam diversas funções fundamentais para a manutenção da vida. Essas estruturas são chamadas de Organelas.

As organelas celulares são como pequenos órgãos que realizam as atividades celulares essenciais para as células. São estruturas que desempenham funções vitais diversas como digestão, respiração, excreção e circulação. São delimitadas por membranas internas, com formas e funções diferentes, sendo que as as principais organelas são:

1 -os ribossomos,
2 - os retículos endoplasmáticos,
3 - o aparelho de Golgi,
4 - as mitocôndrias,
5 - os centríolos e
6 - os lisossomos.

Veja na figura abaixo, a estrutura de uma célula.

Porém, vale lembrar que nem todas as células têm a mesma forma e estrutura. Dependendo da célula, algumas partes podem estar mais desenvolvidas que outras. É bom saber, também, que as células vegetais possuem algumas organelas que não existem nas células animais.

Esquema da estrutura de uma célula eucariontes animal

A MEMBRANA PLASMÁTICA

A membrana plasmática é uma película muito fina, delicada e elástica, que envolve o conteúdo da célula. Além de ser um envoltório, ela regula tudo o que entra e o que sai da célula.

Os nutrientes, o oxigênio e as substâncias que serão eliminadas pela célula passam sempre pela membrana, que funciona como uma espécie de porta, deixando passar determinadas substâncias e barrando outras.
A membrana plasmática tem permeabilidade seletiva, ou seja, ela tem capacidade de selecionar as substâncias que entram ou saem de acordo com as necessidades da célula.

Veja na figura abaixo um esquema da estrutura da membrana plasmática. Ela é formada por duas camadas de lipídios e por proteínas de formas diferentes entre as duas camadas de lipídios.

Esquema mostrando um corte longitudinal da membrana plasmática e seus componentes.

O CITOPLASMA

O citoplasma é a parte da célula que preenche o espaço entre a membrana e o núcleo. Pode ser comparado a uma espécie de “gelatina derretida”, com várias organelas celulares mergulhadas dentro dela. 

A essa massa semifluida, gelatinosa, damos o nome de hialoplasmaNo hialoplasma ocorrem muitas transformações químicas que são fundamentais para o organismo. A substância mais abundante no hialoplasma é a água.

Veja na figura abaixo um esquema da região citoplasmática. Ela é formada pelas organelas mergulhadas no hialoplasma.

Esquema mostrando as três regiões principais de uma célula; membrana, citoplasma e núcleo

OS RIBOSSOMOS

Os ribossomos são organelas não membranosas em forma de pequenos grãos que podem estar espalhados pelo citoplasma ou grudados nas membranas de uma estrutura maior, chamado retículo endoplasmático.
Os ribossomos fabricam (sintetizam) proteínas, uma substância importante para a formação das células de todos os seres vivos. Quando uma célula cresce, por exemplo, ela precisa fabricar proteínas, com as quais irá produzir mais citoplasma e organelas.

Um ribossomo é composto por duas subunidades de tamanhos diferentes, uma pequena e uma maior. Quando analisamos as duas subunidades juntas, verifica-se a presença de mais de 80 proteínas na sua composição. Na sua composição encontra-se, também, RNA ribossômico. Os ribossomos possuem cerca de 20 a 30 nanômetros de diâmetro. Um nanômetro é um micrômetro dividido por mil ou um milímetro dividido por um milhão.

Veja na figura abaixo o esquema de um ribossomo.

Esquema mostrando a estrutura e a composição de um ribossomo celular.

O RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO

O retículo endoplasmático é uma organela constituída por uma espécie de rede de canais e de bolsas achatadas que formam um labirinto dentro da célula.
Apresenta várias funções, dentre as quais facilitar o transporte e a distribuição de substâncias no interior da célula. As proteínas fabricadas pelos ribossomos, por exemplo, podem ser levadas, através desses canais, de uma parte à outra da célula.

As membranas do retículo endoplasmático podem ou não conter ribossomos aderidos em sua superfície externa.
A presença dos ribossomos deixa a membrana do retículo endoplasmático com uma aparência granulosa; na ausência dos ribossomos, a membrana fica com um aspecto liso.

A figura abaixo mostra o esquema de um retículo endoplasmático.

Esquema mostrando a estrutura do retículo endoplasmático de uma célula

O COMPLEXO DE GOLGI (COMPLEXO GOLGIENSE)

O complexo golgiense, antigamente chamado de complexo de golgi, é a organela celular que armazena parte das proteínas produzidas numa célula.
Tem a forma de um conjunto de bolsas com a função de armazenar proteínas em “pacotes” que serão transferidos para fora da célula.

As proteínas são fabricadas pelos ribossomos, são levadas para o complexo de golgi e daí lançadas para fora da célula. Essas proteínas poderão, então, ser usadas posteriormente pelo organismo.

O esquema de um aparelho de golgi é mostrado na figura abaixo.

Esquema mostrando a estrutura da organela chamada aparelho de golgi

A MITOCÔNDRIA

A mitocôndria é uma organela membranosa (envolvida por membrana) que tem a forma de um bastão.
Ela é encarregada de extrair energia a partir dos nutrientes e do oxigênio. Essa energia é utilizada para que a célula realize suas atividades.
O processo de liberação de energia, que ocorre nas mitocôndrias, consiste de uma série de reações químicas e é conhecido como respiração celular.

A principal substância utilizada pela célula para a liberação de energia é a glicose. Na maioria das células, a respiração utiliza o gás oxigênio e produz gás carbônico e água.
Após a "queima" da glicose, com participação do gás oxigênio, a célula obtêm energia e produz resíduos, representados pelo gás carbônico e pela água. O gás carbônico passa para o sangue e é eliminado para o meio externo.

O processo da respiração celular pode ser resumido assim:

glicose + gás oxigênio –> gás carbônico + água + energia

A figura abaixo mostra um esquema de mitocôndria.

Esquema estrutural da mitocôndria, a responsável pela respiração celular, a queima da glicose para obtenção de energia.

OS CENTRÍOLOS

Os centríolos são organelas que participam da divisão celular. São estruturas cilíndricas formadas por microtúbulos (tubos microscópicos).
Essas organelas participam da divisão celular, ajudando o movimento dos cromossomos quando a célula se divide em duas.
Geralmente cada célula apresenta um par de centríolos dispostos perpendicularmente.

Veja na figura abaixo um esquema da estrutura dos centríolos.

Esquema mostrando a estrutura de um centríolo, com corte transversal e disposição nas células

OS LISOSSOMOS

Os lisossomos são organelas que contêm substâncias necessárias à digestão celular.
São pequenos pacotes de enzimas que atuam na digestão de alguns alimentos que certas células conseguem do ambiente ou mesmo de organelas da própria célula.

Quando a célula engloba uma partícula alimentar que precisa ser digerida, os lisossomos se dirigem até ela e liberam o suco digestório que contêm.
Ribossomos ou mitocôndrias desgastados, por exemplo, podem ser digeridos por eles, e suas substâncias reaproveitadas pela célula.

Veja um esquema de lisossomo na figura abaixo.

Esquema mostrando a estrutura e composição de um lisossomo

O NÚCLEO DA CÉLULA

O núcleo é o centro de controle da célula. É a maior estrutura da célula animal e abriga os cromossomos.
Nos cromossomos encontramos uma substância química chamada Ácido desoxirribonucleico (DNA). O DNA é o material químico de que é formado o gene, contido no cromossomo. O gene é a unidade básica da hereditariedade. Cada gene contém um código, uma instrução específica para a formação e o desenvolvimento de determinada característica do organismo. Calcula-se que no núcleo de cada célula de nosso corpo existam cerca de 100 mil genes.

Por isso, dizemos que o núcleo é o portador dos fatores hereditários (transmitidos de pais para filhos) e o regulador das atividades metabólicas da célula.
O núcleo é uma organela esférica delimitada por uma membrana dupla chamada envelope nuclear ou carioteca que auxilia a manutenção da forma do núcleo e na regulação do fluxo de moléculas através dos poros nucleares, que permitem a comunicação com o citoplasma da célula. De maneira geral, quanto mais intensa é a atividade celular, maior é o número de poros na carioteca.

Uma matriz líquida de alta viscosidade, denominada nucleoplasma ou cariolinfa, é encontrada preenchendo o interior do núcleo e contém, dissolvidas nela, diversas substâncias como nucleotídeos, proteínas e a cromatina, que é a denominação dada ao complexo formado entre proteínas, como histonas, e os cromossomos.

No interior do núcleo encontra-se o nucléolo, corpúsculo arredondado e não membranoso que se acha imerso na cariolinfa. Centralmente, o nucléolo apresenta uma porção fibrilar formada por RNA e proteínas ribossomais. A porção periférica é denominada granular, sendo constituída por subunidades ribossômicas em processo de formação. Cada filamento contém inúmeros genes. Numa célula em divisão, os longos e finos filamentos de cromatina tornam-se mais curtos e mais grossos: passam, então, a ser chamados cromossomos. Cromossomos são responsáveis pela transmissão dos caracteres hereditários.

Esquema mostrando a estrutura e a composição do núcleo de uma célula
Bibliografia: Gewandsznajde, Fernando – Ciências: Nosso Corpo – Editora Ática – 1ª Edição.
Fonte: Só Biologia 

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